"(...) Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o
pão da vida; o que vem a mim, jamais terá fome;
e o que crê em mim, jamais terá sede".
"(...) Trabalhai, não pela comida que perece,
mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do
homem vos dará; (...)"
Estou relendo a obra "Nosso Lar" de André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, e senti a necessidade de saber um pouco mais sobre a Alimentação dos Espiritos.
André Luiz informa que nem todos os Espíritos são capazes de retirar do Fluido Cósmico Universal a energia reparadora para as suas células, daí a necessidade dos Espíritos materializados, alimentarem-se de recursos energéticos mais consistentes. Por esse motivo, observam-se no mundo espiritual alimentos a base de sucos , sopas e frutas.
A pergunta 710 do Livro dos Espiritos nos esclarece: Nos planetas onde o corpo é mais depurado, os seres vivos têm necessidade de alimentação?
– Sim, mas os alimentos estão de acordo com sua natureza. Esses alimentos não seriam muito substanciais para vossos estômagos grosseiros, do mesmo modo que, para eles, a vossa alimentação também não serviria.
No Livro "Evolução em Dois Mundos" também encontramos trechos que nos elucidam sobre os mecanismos para alimentação dos desencarnados:
"...Não ignoramos, desse modo, que desde a experiência carnal o homem se
alimenta muito mais pela respiração, colhendo o alimento de volume
simplesmente como recurso complementar de fornecimento plástico e
energético, para o setor das calorias necessárias à massa corpórea e à
distribuição dos potenciais de força nos variados departamentos
orgânicos.
Abandonado o envoltório físico na desencarnação, se o psicossoma está profundamente arraigado às sensações terrestres, sobrevém ao Espírito a necessidade inquietante de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é familiar, e, quando não a supera ao preço do próprio esforço, no auto-reajustamento, provoca os fenômenos da simbiose psíquica, que o levam a conviver, temporariamente, no halo vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando não promove a obsessão espetacular.
Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são conduzidos pelos agentes da Bondade Divina aos centros de reeducação do Plano Espiritual, onde encontram alimentação semelhante à da Terra, porém fluídica, recebendo-a em porções adequadas até que se adaptem aos sistemas de sustentação da Esfera Superior, em cujos círculos a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se evidencie o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimio-eletromagnéticas, hauridas no reservatório da Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si."
Abandonado o envoltório físico na desencarnação, se o psicossoma está profundamente arraigado às sensações terrestres, sobrevém ao Espírito a necessidade inquietante de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é familiar, e, quando não a supera ao preço do próprio esforço, no auto-reajustamento, provoca os fenômenos da simbiose psíquica, que o levam a conviver, temporariamente, no halo vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando não promove a obsessão espetacular.
Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são conduzidos pelos agentes da Bondade Divina aos centros de reeducação do Plano Espiritual, onde encontram alimentação semelhante à da Terra, porém fluídica, recebendo-a em porções adequadas até que se adaptem aos sistemas de sustentação da Esfera Superior, em cujos círculos a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se evidencie o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimio-eletromagnéticas, hauridas no reservatório da Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si."
André Luiz elucida que, desde a vida na Terra, o homem se alimenta muito mais pela respiração do que pelo que chama "alimento de volume", ou seja, aquele alimento constituído de matéria mais densa. A necessidade de alimentação pelo homem é uma das circunstâncias que resultam de um automatismo biológico, pois o organismo corpóreo não prescinde da constante troca de substâncias, que se transformam em energia e que são necessárias ao curso do processo de crescimento e de reparação do desgaste natural a que se submete.
Retornando ao mundo espiritual, o espírito não mais necessita dessa forma de alimento, podendo se manter apenas pela respiração celular do seu corpo somático. No entanto,há espíritos que, após a desencarnação, não conseguem se desligar, mentalmente, das sensações vivenciadas no corpo físico, o seu psiquismo permanece preso ao mundo material, preservando a lembrança do automatismo biológico a que se acostumou. Não conseguindo reajustar-se de imediato à nova forma de vida, permanece preso às circunstâncias da vida terrena, donde a sensação de necessidade de alimentação para repor energia permanece. Para suprir essa necessidade, busca partilhar, psiquicamente, com encarnados que lhe são afins, as energias vitais destes. Muitas das vezes, esta situação leva à instalação de um processo obsessivo.
A alimentação oferecida aos desencarnados em desequilíbrio, fortemente presos às necessidades terrenas, é de natureza fluídica, constituída de fluidos do mundo espiritual, porém assemelhando-se à utilizada na Terra, para que possa atender às suas necessidades. À medida que se eleva, o espírito passa a sentir menos necessidade desse tipo de alimento, que vai sendo fornecido em menor quantidade e constituindo-se de fluidos mais leves.
Estudando sobre a alimentação dos desencarnados, temos mais certeza de que se faz necessário a troca de amor e afeto entre as pessoas, pois trata-se de vitamina complementar ao vigor físico e espiritual.

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